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Estúdio fotográfico - dois layouts bem simples para retratos noturnos

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Em nossa última aula, num fim de tarde na Avenida Paulista, os alunos tiveram de criar um esquema de iluminação para retrato com apenas um radio-flash, um rebatedor e nossas câmeras e flashes.  Como optamos por câmeras full-frame, que não possuem flashes embutidos, o disparo do flash tinha de ser feito por meio de radio-flash, sem a possibilidade do recurso do infravermelho. Assim, ao termos somente um radio-flash disponível, as únicas fontes de luz teriam de ser um flash e nosso rebatedor de luz. O primeiro esquema contava apenas com o flash sobre um tripé posicionado atrás da querida modelo Areta, com intenção de criar efeito de contra-luz em seus cabelos. Nessa foto, que fiz com minha câmera, a luz que ilumina seu rosto provém de um rebatedor, posicionado do lado direito, que devolve para a modelo um pouco da contra-luz. Quando decidimos dispensar o rebatedor, uma luz harmoniosa foi obtida mantendo o flash fora da câmera, numa posição lateral, como na foto a...

Cuidados com a(o) modelo

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Certa vez, enquanto participava de um workshop de fotografia de moda , após várias horas de sessão sob forte calor, alguém teve a sensibilidade de perguntar para a jovem modelo se ela precisava de alguma coisa. A moça só pediu uma garrafinha de água. Todos ficaram meio envergonhados e um dos participantes foi comprar água num bar próximo. Lembre-se sempre de que, fora da foto, o modelo é uma pessoa que também tem suas necessidades. Já conversamos aqui que seu desconforto influencia diretamente o resultado final de nosso trabalho. Portanto, para sua próxima sessão, não se esqueça de considerar alguns pontos: o   Em especial quando o figurino é de tamanho reduzido, lembre-se de que o fotografado pode acabar passando frio, seja pelo tempo lá fora, seja pelo ar-condicionado do estúdio. É de bom tom manter uma manta ou similar (limpa e com cheirinho de amaciante, e não um pano qualquer) no local onde se realiza o ensaio, para as pequenas pausas que possam vir a acontece...

Estúdio fotográfico - como usar o Flashmeter

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Antigo fotômetro de mão Num primeiro contato, fotômetros e flashmeters não costumam ser o equipamento mais afável do mundo. Não é trivial compreender seu funcionamento e tampouco o por quê de seu sucesso entre profissionais . Uma das mais importantes características desse tipo de equipamento é sua precisão . Só isso já justificaria o uso de um fotômetro de mão, prefencialmente àquele que é embutido nas câmeras. Mas ainda mais interessantes são os usos do flashmeter. O flashmeter inclui como funções tanto a medição de luz incidente quando a de luz refletida, enquanto um fotômetro conta somente com a segunda. Luz refletida é aquela que já atingiu o assunto e agora chega até a câmera. Assim, para usar o flashmeter com essa função, basta apontá-lo na direção de seu assunto e acioná-lo. Sua escala mostrará a abertura de diafragma necessária para que se obtenha uma boa foto. As configurações de ISO e obturador que serão usadas na câmera já deverão ter sido reguladas no pr...

A prática do flash em TTL

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Já conversamos a respeito do trabalho com flash no modo manual , tanto direcionado para a frente quanto rebatido . Quando usamos o modo TTL , entretanto, será que não precisamos nos preocupar com nada? Ou será que há configurações da câmera que oferecem melhor performance? A sigla TTL significa " through the lens ", ou "através da objetiva". Esse nome dá uma ideia do mecanismo de funcionamento: uma medição automática da luz necessária é feita por tentativa, no momento em que um feixe de luz retorna à câmera, depois de ter sido rebatido no assunto. Esse feixe é liberado antes do feixe principal, muito rapidamente, e é praticamente imperceptível. Portanto, o objetivo da função TTL é tornar o flash um recurso automático, que dispense o uso de cálculos envolvendo o número-guia e a distância ao assunto. No entanto, existem alguns cuidados que devem ser tomados. Em primeiro lugar, recordemos que a luz do flash não é capaz de iluminar absolutamente tudo ...

Estúdio fotográfico - a Teoria da Destilação

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Aí vai uma dica que parece maluca mas é valiosa. Ao fazer ensaios fotográficos de pessoas, é importante aprender a identificar os diferentes momentos para tirar o máximo de proveito e não estressar-se. Pessoas têm sentimentos e vontades, e, como todo fotógrafo bem sabe, seu bem-estar e conforto é essencial para um bom resultado final. Não se preocupe, não estou pedindo para servir bebidas destiladas aos seus modelos (ou a si mesmo) antes da sessão. A ideia da analogia vem do processo de fabricação das bebidas. Os antigos artesãos que fabricavam cachaça com alambiques de cobre em seus ranchos tinham uma técnica de separação das diferentes frações destiladas do fermentado de cana. Acendiam seu destilador, aguardavam a fervura do fermentado, e observavam a pinga "pingar" da ponta da serpentina. Mas nem tudo que pinga é pinga boa. Esses valorosos homens aguardavam algum tempo até colocarem sob o bico o recipiente que iria abrigar a cachaça. A primeira parte do destilad...

Estúdio fotográfico - o enquadramento

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Longe de querer limitar a criatividade do leitor, segue um breve guia dos enquadramentos mais utilizados em estúdio. Nunca se esqueça que o enquadramento está intimamente ligado à pose, que por sua vez se relaciona com a expressão e o figurino.   Plano geral: enquadra-se o corpo todo; em fotos em locação, o contexto acaba sendo incluído. plano geral Plano americano: enquadra-se o modelo desde o topo da cabeça até uma linha que passa acima dos joelhos. É um recurso recorrente em filmes de faroeste. plano americano Plano médio: o corte é feito próximo à linha da cintura. plano médio Plano fechado: enquadram-se rosto e ombros. plano fechado Close-up: enquadra-se somente o rosto do modelo. close-up Para que o retrato nunca tenha um aspecto estranho, é comum evitar cortes sobre articulações (joelhos, cotovelos etc.) ou sobre as sobrancelhas, a boca ou a linha dos cabelos. Cortar bem pouco o topo da cabeça não é errad...

Flash rebatido – modo manual

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Em post anterior, conversamos a respeito dos cálculos necessários para o trabalho com flash eletrônico no modo manual, que consistiam em dividir o número-guia do flash pela distância até o assunto para se obter, como resultado, a abertura do diafragma necessária para aquela foto. No entanto, quando se trata de flash rebatido , o cálculo é levemente diferente, embora muito simples: basta substituir a distância do fotógrafo até o assunto pela distância percorrida pelo raio principal de luz. Digamos que há um assunto a três metros do fotógrafo. Se o flash fosse operado com a lâmpada para a frente, bastaria dividir seu número-guia por três para obter a abertura. Mas, no caso do flash rebatido, precisamos considerar um triângulo de raios de luz que sobem desde o fotógrafo até o ponto em que a luz é rebatida no teto, descem em direção ao assunto e retornam horizontalmente para a câmera. Acompanhe no diagrama: no cômodo em particular, para que a luz atinja o teto exatamente no meio-ca...

Estúdio fotográfico - a iluminação

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A proposta de um estúdio fotográfico, seja de retratos ou naturezas-mortas, reside no controle total da iluminação. Diferentemente do trabalho com luz natural, em que se tem uma luz de partida de intensidade fixa (muito embora seja passível de reflexão e difusão), num estúdio parte-se do “zero” até a construção totalmente artificial da iluminação de uma cena. Independentemente do tipo de trabalho, a luz pode ser estudada por meio de quatro variáveis: (a) cor; (b) direção; (c) natureza e (d) intensidade. A cor varia dentro de todo o espectro visível; a direção trata das coordenadas da fonte, nos eixos horizontal e vertical; a natureza da luz pode ser tanto dura quanto suave, com toda a gradação possível; e a intensidade pode ser forte ou fraca. As ferramentas de que se dispõe para o controle das variáveis acima consistem em flashes, géis coloridos, tripés, acessórios como sombrinhas, refletores e softboxes e outros. Refletores parabólicos e snoots (refletores cônicos) t...